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Identificação de bovinos de corte – Parte 1: Qual sua importância e as novidades?

Identificação de bovinos de corte – Parte 1: Qual sua importância e as novidades?

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A bovinocultura brasileira tem passado por uma grande revolução tecnológica nos últimos anos. Câmeras, softwares, balanças de pesagem eletrônicas, todas gerando dados e informações em tempo real. Mas, como coletar esses dados sem um modelo especial de identificação?

Para acompanhar esse crescimento exponencial na geração de informação individual dos rebanhos, novas metodologias de identificação têm sido aplicadas na criação dos animais. Nesse caso, o uso de brincos comuns, tatuagem, e marcação a fogo têm pouco a pouco dado espaço para o uso de sistemas de identificação eletrônica, porém sendo ainda de extrema necessidade para controle da produção.

Mas, qual é a importância da identificação animal?

A identificação na bovinocultura de corte é essencial para a gestão de dados dentro e fora das propriedades rurais. As pesagens, avaliações de ganho de peso, contagem de carrapatos, avaliações visuais de carcaça, entre outros, geram informações, que sem um modelo de identificação são meramente números sem utilidade para o produtor, os quais poderiam ser úteis na decisão para a adoção de novas medidas de manejo, bem como avaliação de pontos críticos da produção.

Não apenas medidas produtivas podem ser melhoradas e controladas a partir da identificação animal, mas também, o controle reprodutivo e genealógico dos rebanhos. Por exemplo, como será a tomada de decisão para a seleção de reprodutores e matrizes, se o produtor não possui um controle contínuo das informações dos animais e de sua genealogia a partir da identificação dos mesmos? Será inviável um controle efetivo da reprodução do rebanho sem as informações devidamente necessárias.

Logo, a identificação animal serve como ponto crucial para a tomada de decisão, a partir da coleta das informações geradas no campo. Além das necessidades internas as propriedades, a identificação dos animais auxilia na identificação da origem do produto. O mercado consumidor tem cada vez mais requisitado por informações de produção, práticas de gestão do rebanho, questões ambientais, e ocorrências sanitárias, sendo necessário o uso de tecnologias de identificação animal para garantir a rastreabilidade da cadeia. 

Além das questões de rastreabilidade, os métodos de identificação auxiliam nas práticas de defesa sanitário animal, por permitir, a depender do tipo de identificação, a avaliação de informações de interesse, como agravos sanitários e surtos, podendo ser monitorados em tempo real, além de permitir a avaliação do histórico do indivíduo e do rebanho.

Mais uma importante função da identificação de bovinos é o favorecimento às exportações para mercados internacionais, dado a rastreabilidade, controle sanitário e histórico dos rebanhos. Entre uma das principais normativas que regulamentam o sistema de rastreio animal, objetivando regulamentar o modelo interno de identificação ao modelo internacional, tem se o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (SISBOV).

E quais são os tipos de identificação convencionais que existem hoje no mercado nacional?

Dentre os métodos de identificação convencionais de animais existentes no mercado nacional, destacam-se a marcação a fogo, tradicionalmente realizada em todo território, que vem caindo em desuso devido às lesões causadas ao couro e a preocupação com o bem-estar do gado.

Além desse tipo de marcação, tem se ainda o uso de tatuagem auricular, uso de botton e brinco. Por fim, temos ainda a marcação a frio, o corte nas orelhas, o uso de colar de identificação e a marcação nos chifres, porém com menor uso no Brasil.

Identificação de bovinos da raça Angus por meio de brinco. O brinco Amarelo é a Identificação SISBOV
Exemplo de uso de identificação com brinco convencional em bovinos Angus

Mas de nada vale a escolha de um método de identificação, se quatro princípios básicos não são atendidos

Para o máximo aproveitamento da identificação animal na sua propriedade, é necessário que quatro princípios sejam seguidos a risca, sendo eles:

  • Possuir caráter único de identificação, não podendo haver duplicatas;
  • Ser permanente, logo com o mínimo de perda;
  • Ser insubstituíveis, tendo o animal à identificação até o abate;
  • Ser positiva, logo, não pode gerar dúvidas no momento da leitura;

Porém, para acessar o máximo das novas tecnologias, é necessário que o produtor use a identificação eletrônica

A identificação eletrônica veio como uma nova forma, mais automatizada de identificar os animais, por meio da leitura e identificação por rádio freqüência (RFID). O uso dessa tecnologia permite maior agilidade nos manejos e a adoção de tecnologias mais disruptivas na propriedade.

 Além disso, essas tecnologias são mais seguras, por diminuírem ou até mesmo anularem erros de anotação, reduzir danos ao animal, distorções na base de dados (como duplicatas) e dificuldades na leitura da identificação. Essas técnicas ainda permitem o progresso zootécnico, pela aquisição continua de informações, que permitem a melhora de decisão e menor gasto de tempo com o acompanhamento manual dos dados.

E quais modelos podem ser encontrados no mercado nacional?

A identificação eletrônica no Brasil, destinada a bovinocultura de corte possui uma grande gama de produtos, sendo os principais tipos de identificadores eletrônicos o chip subcutâneo, o uso de bolus intraruminal, brinco, botton e o colar de identificação RFID. Em um próximo artigo será discutido alguns prós e contras desses tipos de identificação eletrônica.

BOTTON ELETRÔNICO BAIXA FREQUÊNCIA
Exemplo de botton eletrônico para identificação de bovinos de corte
Fonte: Alltags.com

O preço desses modelos varia muito de marca para marca, e de tipo escolhido pelo proprietário, sendo que os valores podem variar de R$4,60 a até R$ 14,00 a unidade. Contudo, um dos principais diferenciais dessa tecnologia está na possibilidade de serem reutilizadas após o abate dos animais, diferente das identificações convencionais, já que algumas delas podem ser regravadas com novas informações de um indivíduo.

E como o produto Z-Tecs facilita a aquisição e uso dessa tecnologia na propriedade?

O produto Z-Tecs permite um monitoramento contínuo do peso dos animais, logo, além de saber índices zootécnicos do lote, com o uso de tecnologias de identificação eletrônica, o produtor poderá realizar o monitoramento individual dos animais por meio de nosso aplicativo e software.

Além disso, a geração de histórico de ocorrências sanitárias e reprodutivas, coletadas por meio de fotos e anotações poderá ser vinculada a base de dados, garantindo mais informações para tomada de decisão e venda dos animais.

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