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Identificação de bovinos de corte – Parte 2: Quais são os tipos de identificação eletrônica?

Identificação de bovinos de corte – Parte 2: Quais são os tipos de identificação eletrônica?

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No post passado, a gente conversou brevemente sobre o porquê fazer a identificação de bovinos de corte, como fazer, quais os objetivos e apontamos quais são os tipos de identificação convencionais.

Também abordamos que a evolução tecnológica no ambiente agrário tem cada vez mais apontado para a necessidade do controle individual de informações dos animais que compõem nossos rebanhos. Sistemas de gestão, monitoramento, pesagem e coleta de dados econômicos dependem do contínuo uso de tecnologias de identificação eletrônica.

Falamos ainda que para a boa gestão de dados da propriedade, é necessário que a identificação animal siga quatro princípios de uso…

Vamos relembrar quais são esses quatro princípios antes de conversamos sobre identificação eletrônica

Bem, objetivando a coleta eficiente de informação e embasando a tomada de decisão do proprietário, devemos seguir a risca esses quatro princípios!

  • Possuir caráter único de identificação, não podendo haver duplicatas;
  • Ser permanente, logo com o mínimo de perda;
  • Ser insubstituíveis, tendo o animal à identificação até o abate;
  • Ser positiva, logo, não pode gerar dúvidas no momento da leitura;

 Agora que relembramos isso e que você já deu uma olhada no post anterior, vamos falar dos tipos de identificação eletrônica

No mercado brasileiro temos pelo menos cinco modelos de identificação eletrônica, e pelo menos um deles deverá servir perfeitamente para a sua propriedade.

Lembrando que a identificação eletrônica nada mais é do que um sistema de identificação animal em que por meio de rádio frequência (RFID), o animal é identificado. Logo, para que possamos ler o conteúdo da “TAG” ou identificador, precisaremos de um leitor RFID. O objetivo desse post é respaldar o produtor com informações simples que possam direcionar a sua escolha, mas sempre consulte o seu pessoal técnico.

Retomando o tema, os cinco modelos de identificação eletrônica são Botton eletrônico, Brinco eletrônico, Microchip subcutâneo, Bolus intraruminal e Colar de identificação.

Botton eletrônico e brinco eletrônico

Lembrando muito a identificação por botton e brinco comum, esse método de identificação eletrônica é aplicado da mesma maneira nos animais, por meio de aplicadores já utilizados na propriedade de bovinocultura de corte.  O brinco ou botton possui uma antena interna, onde ficam registradas as informações do animal, tal como identificação, de manejo da propriedade sexo, raça, idade, registros de peso, ou apenas um registro eletrônico simples de cada animal. Dependendo do tipo, o botton ainda pode ser reaproveitado pós abate, oque reduz a necessidade de compra, tornando essa tecnologia mais barata no longo prazo. O alcance de leitura depende do tipo de leitor usado na propriedade, mas varia de 90 cm (para bottons) a até 12 metros (para brincos).

Esse modelo de identificação passa pelos mesmos problemas que o uso de brinco comum, como possível ocorrência de bicheira no local de aplicação, perda devido a erros de aplicação, o animal prender o brinco em cercas ou vegetação, causando rasgadura de orelha ou perda por disputa entre animais. Como preços de mercado, pode ser encontrado valores unitários para brincos e bottons entre R$ 4,80 a até R$ 7,00 por unidade.

Brinco Eletrônico | Primaza | Identificação Animal | Envio para todo o  Brasil
Exemplo de botton eletrônico para bovinos de corte. Como pode ser visto, não possui muita diferença em relação ao botton comum, a não ser que empondera a identificação individual Fonte: primaza.com.br

Microchip Subcutâneo

Outra metodologia de identificação eletrônica para bovinos de corte é o uso de Microchip Subcutâneo. Para quem tem pets em grandes cidades pelo Brasil, esse tipo de identificação não é desconhecido, sendo amplamente utilizado em cães e gatos. Sua aplicação é completamente diferente da de brincos e bottons sendo feita por meio de aplicador semelhante à vacina. Logo, aplicar essa identificação lembra muito à aplicação de uma vacina comum, guardando sua respectiva necessidade. Tal como bottons e brincos, os registros dos animais podem ser salvos diretamente no chip, e dependendo da situação, podem ser recuperados no período pós abate, diluindo o custo da tecnologia no longo prazo. Como distância de leitura, novamente a depender do tipo de leitor, pode ser de até 90 cm.

Mas, como desvantagens, o uso dessa técnica pode passar por perdas devido a deslocamento no tecido do animal, dificultando a localização dele no pós abate, mas também a quebra por golpeamento, por mais que a tecnologia de revestimento tenha evoluído suficientemente. Além disso, essa metodologia de identificação eletrônica necessita de uma identificação externa no animal, ou seja, ainda tem que ser usado algum tipo de brinco, botton ou tatuagem. Como preços de mercado, os valores médios giram em torno de R$ 14,00 por unidade.

Implante subcutâneo para bovinos - PELIT™ - I D ology
Exemplo de chip subcutâneo para monitoramento de bovinos de corte
Fonte: www. id-ology.com

Bolus intraruminal ou Intra-ruminal

Considerado hoje como uma das tecnologias de identificação eletrônicas mais seguras que existe no mercado, considerando a questão de perda e durabilidade, a identificação por Bolus intraruminal é aplicada por meio de deglutição. Nesse caso, utiliza-se uma pistola aplicadora direcionada a garganta do animal. Após a aplicação, o identificador ficará aportado dentro do retículo dos animais, oque garante retenção de 99% a até 100%. Além disso, possui alta facilidade de recuperação no momento pós abate, garantindo o seu uso em outros animais. Lembrando que são tecnologias regraváveis, ou seja, não apresentam o problema de duplicata, apenas quando é erro humano. Como alcance de leitura, o mesmo gira em torno de até 90 cm, considerando o tipo de leitor.

Como desvantagens, que são mínimas, a aplicação desse modelo de identificação pode ser de difícil deglutição pelos animais, chegando a valores de 4,3% dos indivíduos que não conseguem deglutir o identificador. Nesse caso, é necessário adequar à identificação a categoria animal correspondente. Outro ponto a ser considerado é que devido a ser uma identificação interna, torna-se obrigatório o uso de identificação externa. Os preços médios de mercado para essa tecnologia variam de R$ 8,00 a até R$ 10,00 por unidade.

Rastrovet
Exemplo de Bolus Intra-ruminal para identificação eletrônica de bovinos de corte
Fonte: rastrovet.com.br

Colar de identificação

O Colar de identificação foi inserido nessa lista por pura curiosidade e apontamento da existência dessa tecnologia. Esse modelo de identificação eletrônica é mais voltado e aplicado em rebanhos leiteiros, sendo difícil encontrar bovinocultores de corte utilizando essa tecnologia. A mesma é um colar colocado no pescoço dos animais que possui um sistema de identificação eletrônico. A princípio, não causa lesões nos animais e possibilidade de ocorrência de miíases. É uma tecnologia com possibilidade de ser regravável, tais como as outras apresentadas anteriormente. O alcance de leitura varia de acordo com o leitor, podendo ser de até 12 metros.

Como desvantagem seria o próprio uso da tecnologia que não é direcionada para rebanhos de bovinos de corte, sendo uma tecnologia mais difundida em rebanhos leiteiros.

Que devo considerar para o uso dessas tecnologias?

Avalie como cada tecnologia se adequaria a sua propriedade e situação atuais. Peça auxílio técnico para poder definir o melhor esquema de identificação eletrônica. Não se esqueça que para usá-la será necessário uma antena de leitura ou bastão de leitura, que possuem variados preços de mercado.

Ficou interessado nessa tecnologia ou já usa identificação eletrônica? Conta mais pra gente, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais!

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